Frangos Korin são referência internacional na prevenção ao aparecimento de super bactérias

Postado em 24 de novembro de 2016

Documento elaborado para o Governo Britânico afirma que, se não forem tomadas medidas urgentes em relação ao uso descontrolado de antibióticos, em 2050 morrerão mais pessoas vítimas de superbactérias – mutantes e imunes a qualquer fármaco conhecido – que de câncer (8,2 milhões de mortes) ou de acidentes de trânsito (1,2 milhão). Sistema produtivo da Korin, livre de antibióticos, é esperança para que esse quadro não se realize.

 

Destaque no jornal espanhol “El País”, notícia mostra a preocupação da comunidade científica internacional com o uso exagerado de antibióticos, seja no tratamento de doenças por humanos, seja como profilático nos cuidados com Pets, ou ainda, na criação de animais de corte pela indústria de alimentos, e a consequente proliferação de superbactérias. Essa preocupação fez com que vários países a começassem uma discussão sobre a redução e maior cuidado no uso de antibióticos.

Como consequência desta busca de redução do uso de antibióticos, no Brasil, a Korin, como vanguardista na total isenção da ministração destes componentes na ração das aves, desperta, cada vez mais, a atenção internacional.

240_F_112460729_7LJSjv3HdCaZiBt631hHpSKaDNgaB5X9

Por esse motivo, a companhia, através do diretor industrial, Luiz Carlos Demattê Filho, foi convidada a ir até Birmingham, na Inglaterra, em 16 de março, para participar como palestrante da “St. Davis Poultry Conference”, que trouxe à discussão, o tema “Antibiotic Reduction – The Next Step” (Redução de Antibióticos – o próximo passo). O objetivo foi destacar as soluções que produtores e indústria vêm encontrando para viabilizar esta ação em escala de produção.

A Conferência reuniu alguns dos principais especialistas de todo o mundo na área, para debater os avanços nesta questão. Demattê levou ao evento a expertise da Korin na produção em larga escala de aves livres de antibióticos. “No Brasil, experiências pioneiras realizadas desde 1991, na produção livre de antibióticos, se mostram melhores a cada ano. Os índices de produtividade, que no início eram significativamente inferiores aos frangos em sistemas convencionais, atualmente são, em muitos casos, iguais. O acúmulo de experiências tem levado o método a soluções inovadoras, uma vez que as estratégias nutricionais se apoiam na observação dos princípios da natureza, como por exemplo a utilização de microrganismos, de ácidos orgânicos e extratos e óleos essenciais de plantas na alimentação dos animais”.

Bem estar animal 2

Para o diretor, o evento foi de extrema importância, ao tratar, pontualmente, a questão dos antibióticos e ao envolver técnicos e empresários do setor avícola, supermercadistas e pesquisadores renomados dos Estados Unidos, Irlanda, Inglaterra e Bélgica. “Me surpreendeu saber que não existe na Europa, produções livres de antibióticos, como a da Korin, que não utiliza tais substâncias em nenhuma de suas aves e tampouco utiliza os anticoccidianos, quer sejam os de classe química ou os da classe dos ionóforos. Nosso diferencial está despertando o interesse na Europa e já observamos esforços por parte deles para alcançar a posição que a Korin já conquistou há 20 anos, graças a pesquisas em conjunto com o Centro de Pesquisa Mokiti Okada, o que tem gerado resultados positivos na melhoria dos nossos processos produtivos”, ressalta Demattê.

A palestra de Luiz Carlos Demattê debateu o tema “Experiences in AB Free Poultry Production in Brazil From Field to Market ” (Experiências em produções livres de antibióticos no Brasil, do campo ao mercado). O evento recebeu, ainda, Dr. Richard Ducatelle, professor de patologia veterinária da Universidade de Ghent, na Bélgica, que falou sobre a interação de micróbios no intestino, Dr. Colin Hill, professor de microbiologia e segurança alimentar da Universidade de Cork, na Irlanda, que destacou as soluções naturais para infecções bacterianas, Dr. Stephen Collett, professor clínico na Poultry Diagnostic and Research Centre, da Universidade da Geórgia, EUA, que explanou sobre os princípios para reduzir o uso de antibióticos em aves e como coloca-los em prática na fazenda. Já a Dra. Linnea Newman, diretora técnica da Merck, dos EUA, mostrou como os avicultores norte-americanos estão retirando coccidiostáticos da alimentação sem um impacto negativo sobre a saúde do intestino das aves. “Para mim, como executivo, foi muito enriquecedor, pois tive contato com informações de alto nível, inclusive com pesquisadores da área da saúde humana que estudam doenças intestinais graves e pesquisam formas de terapia baseados em microrganismos, para abordar a doença em seres humanos. As inter-relações entre alimentação e diversidade de microrganismos e o desenvolvimento do sistema imune de homens e animais também foi abordado com profundidade, esta é uma área de grande interesse da ciência em todo o mundo.  Dr. Colin Hill, da Irlanda, por exemplo, relatou de que forma a obesidade se relaciona com a flora intestinal dos seres humanos, interferindo em questões ligadas também à diabetes e outras doenças, principalmente as de caráter crônico.

Bem estar animal 4

Para Demattê, questões que os profissionais da Korin e os seguidores da Agricultura Natural, de Mokiti Okada, enxergam como algo natural, no resto do mundo ainda está começando a ser levado em consideração, o que atesta que a Korin é uma empresa de vanguarda que cria modelos e grandes tendência voltadas ao futuro da humanidade. “Mais do que nunca, é necessário que as empresas tomem posições nas questões éticas e humanitárias, que envolvam o bem-estar dos animais e o uso de antibióticos. É de se esperar que as crescentes restrições ao uso de antibióticos, direcionarão a produção num sentido mais favorável aos anseios deste crescente número de consumidores, beneficiando, desta forma, a qualidade e segurança alimentar de toda a sociedade”, diz Demattê. “Interessante constatarmos o pioneirismo da Korin, que com nossa visão holística do sistema produtivo, toma em consideração não apenas o animal, mas sobretudo o sistema formado pelas inter-relações entre o produtor, o meio ambiente interno e externos das granjas, e os animais. Esse é o sucesso para a produção livre de antibióticos. Para nós, o ponto vital do sistema é entender o meio no qual os animais estão inseridos, ou seja, não pensamos em tratar os animais, mas sim em promover um equilíbrio ambiental com base na diversidade nutricional e microbiológica do sistema produtivo”, finaliza.