Korin inova com aves livres de transgênicos

Postado em 2 de Abril de 2019

 

Frangos e ovos livres de transgênicos Korin: a grande aposta da marca para 2019

 

Após iniciar o ano de 2019 sendo a primeira empresa do país a produzir, com certificação, uma tilápia sustentável livre de antibióticos e hormônios, a Korin acaba de lançar mais dois produtos inéditos na indústria brasileira. Trata-se dos frangos e ovos Livre de Transgênicos (Organismos Geneticamente Modificados), provenientes de aves criadas dentro dos métodos da linha sustentável Korin,  com alimentação à base de grãos NÃO transgênicos e certificada pelo IBD Certificações.

Para entender por que a chegada desses produtos é tão simbólica, é necessário abordar  um pouco mais a questão dos transgênicos atualmente dentro da agricultura brasileira. Segundo o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), os transgênicos são “organismos geneticamente modificados” (OGM) que receberam um gene de outro ser vivo em seu DNA por meio de técnicas empregadas na biotecnologia”. O resultado desta mutação pode ser aplicado na agricultura, na alimentação, na saúde e nas indústrias químicas e têxtil. No caso da agricultura, o ganho de produtividade é a razão mais utilizada para justificar a presença de organismos geneticamente modificados no cultivo de alimentos.

Para se ter uma ideia do alcance dos transgênicos, cerca de 85% do milho e 92,4% da soja cultivadas no Brasil são geneticamente modificados, o que torna a produção de alimentos orgânicos, que dependem de componentes sem transgenia, ainda mais desafiadora.

Mesmo com as leis de transgênicos que entraram em vigor a partir de 2005 com o objetivo de regulamentar a produção e comercialização de organismos geneticamente modificados (Lei Nº 11.105/2005), além de garantir o direito do consumidor à informação sobre a natureza transgênica desse produto (Lei Nº 14861/2005), a Korin conseguiu manter-se livre do uso de transgênicos em sua linha sustentável até 2009 quando, por escassez de grãos NÃO transgênicos no país, foi obrigada a alimentar suas aves livres de antibióticos com grãos oriundos deste sistema, igualando-se, nesse quesito, às demais empresas do setor. É importante salientar, no entanto, que a produção orgânica, desde o início, manteve a alimentação das aves livres de transgênicos.

Apesar de estar presente em culturas agrícolas de todo o Brasil, os grãos transgênicos colecionam críticas no meio científico, principalmente no que tange à saúde humana e ao meio ambiente.

Pesquisas indicam que o consumo regular de alimentos transgênicos pode, por exemplo, potencializar os efeitos de substâncias tóxicas no organismo e aumentar a incidência de alergias alimentares, agravando a resistência humana a antibióticos e revelando a presença de resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

Segundo ainda os pesquisadores, no meio ambiente ocorre a perda da diversidade genética na agricultura e a concentração do mercado de sementes nas mãos de poucas empresas ao redor do mundo.

Os dados mais alarmantes estão relacionados aos danos causados à saúde humana e ao meio ambiente graças a um insumo utilizado excessivamente na produção transgênica. Trata-se de um herbicida da linha dos glifosatos que se tornou o agroquímico mais utilizado no Brasil, com mais de 173 mil toneladas comercializadas somente em 2017 (Fonte: Canal Rural/Uol).

Mesmo com limitações devido a fatores externos (oferta de grãos não transgênicos), a linha de frangos sustentáveis da Korin manteve diferenciais que sempre trouxeram benefícios à saúde e qualidade de vida dos consumidores, produtores e meio ambiente, se comparados aos demais frangos disponíveis no mercado. Dentre esses diferenciais, destacam-se o bem-estar animal, ausência de antibióticos, ausência de quimioterápicos e a alimentação vegetariana das aves.

 

Frangos e ovos livres de transgênicos Korin

Na pecuária, os transgênicos chegam, basicamente, por meio da alimentação dos animais. No caso de frangos e galinhas, por exemplo, a base da dieta é milho e soja. No entanto, a oferta de grãos não transgênicos desses insumos ainda é bastante escassa no Brasil.

Pensando nisso, em 2016, a Korin deu início a um grande projeto que visa que a alimentação de todas as aves da linha sustentável da empresa seja composta por grãos livres de transgênicos. A Korin já utiliza grãos não OGM na ração das aves orgânicas desde o seu lançamento, em 2009.

A previsão é que 25 produtores criem, ao longo de 1 ano, 720 mil aves com utilização de, aproximadamente, 1,2 mil toneladas de milho e 730 toneladas de soja não transgênica.

O frango será disponibilizado em bandejas de 600g e os ovos vermelhos caipiras, segundo a Norma Técnica ABNT NBR 16437:2016, em embalagens de 10 unidades.

 

 

 

Para viabilizar a produção dos frangos e ovos livres de transgênicos, a Korin se viu diante de um novo desafio: ampliar o armazenamento e a capacidade de produção de aves em sistema livre de transgênicos. “A fábrica de ração passou por uma grande reforma há dois anos, com o objetivo de atender melhor a nossa produção, com mais qualidade, possibilitando também o aumento de produtividade. Agora, estamos construindo uma nova fábrica e receberemos grãos livres de transgenia vindo do estado do Mato Grosso, ao mesmo tempo em que desenvolvemos a cadeia de suprimentos deste produto que ainda não existe no Brasil”, explica Jorge Conrado Xavier, supervisor de nutrição animal da Korin.

 

 

“Nosso desafio é desenvolver uma ração que permita que o custo do produto ao consumidor não fique muito acima do atual frango livre de antibióticos (máximo 10%) e que esteja de acordo com os padrões da Korin. Para isso, estamos testando diversas alternativas, matérias primas e tecnologias em nutrição animal, para atingir este objetivo dentro de alguns meses”, afirma Xavier.

 

 

O lançamento dos frangos e ovos de aves criadas sem alimentação transgênica é resultado do esforço contínuo da Korin para que a linha sustentável retorne aos padrões de quando havia oferta de grãos não transgênicos no país, no ano de 2009.