Mokiti Okada – idealizador da Agricultura Natural

Postado em 22 de dezembro de 2016

Meishu-SamaMokiti Okada, nasceu no dia 23 de dezembro de 1882, no bairro de Hashiba, na cidade de Tóquio, Japão. Desde criança, dedicou-se às artes e preocupava-se com os problemas da humanidade. Após algumas tragédias familiares e dificuldades na vida empresarial, aprofundou-se na filosofia, na religião e no estudo sobre a origem do sofrimento humano. Preocupado com o bem-estar da humanidade, deixou inúmeros estudos sobre as diversas áreas do conhecimento humano, como política, medicina, educação, filosofia, economia, entre outras, apresentando propostas viáveis e comprometidas com um desenvolvimento social pleno e integrado.

Sendo assim, deixou prontas as bases para a construção de um mundo mais feliz e em plena harmonia, inclusive, espiritual e materialmente evoluído, denominado por ele “Paraíso Terrestre”. Este local representa a concretização de um mundo ideal onde o pensamento, as palavras e as ações do ser humano são nobres e em plena harmonia com a Lei da Natureza, sendo capazes de propiciar a verdadeira saúde, felicidade e a paz. Para tanto Mokiti Okada incentivou, principalmente, a prática do altruísmo, a apreciação do Belo e a busca por uma alimentação verdadeiramente saudável, como formas de aperfeiçoamento e elevação do ser humano. Dedicou-se, intensamente, à promoção da Agricultura Natural, idealizada por ele, como alternativa para os problemas decorrentes da prática da agricultura convencional, na década de 1930.

Ao analisar o método agrícola convencional, Mokiti Okada manifestou uma profunda preocupação com o emprego excessivo de agroquímicos no solo. Observador dos princípios da Natureza, criou o método da Agricultura Natural para resgatar a pureza do solo e dos alimentos, preservar a diversidade e o equilíbrio biológico e contribuir para a elevação da qualidade da vida humana. Mokiti Okada alertou para a necessidade de uma avaliação cuidadosa sobre os “bons resultados” obtidos pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, que têm caráter passageiro e acarretam graves consequências ao meio ambiente. A impregnação de resíduos químicos nos alimentos, a alteração do verdadeiro sabor dos mesmos, o comprometimento da saúde do lavrador que manipula tais produtos e a do consumidor, além da contaminação de mananciais, leitos de rios, lençóis freáticos, enfim, da ampla degradação ambiental que afeta toda a cadeia alimentar.

Como solução, Mokiti Okada indicou a aplicação do método da Agricultura Natural, que preserva o meio ambiente, promove a saúde e oferece alimentos puros e saborosos. Este método privilegia a força do solo, cuja qualidade é fator primordial para a obtenção de boas colheitas. Segundo esse princípio, a fertilização do solo consiste no fortalecimento de sua energia natural. Para isso, basta torná-lo puro e limpo. Quanto mais puro é o solo, maior é a sua força para o desenvolvimento das plantas
Deixou-nos, ainda, grandes obras editoriais e artísticas, destacando-se os modelos de locais paradisíacos, denominados Solos Sagrados, e museus de arte no Japão, conceituados internacionalmente.

Seu objetivo era deixar para a humanidade a base para a construção de um Mundo Ideal, materialização da Verdade, do Bem e do Belo, por intermédio de Protótipos do Paraíso nas cidades de Hakone, Atami e Kyoto. Estes representariam a síntese de toda a sua filosofia, a construção do Paraíso Terrestre.
O Brasil foi o primeiro país do Ocidente a construir, às margens da represa de Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, seu Solo Sagrado, unindo a beleza proporcionada pela Natureza à beleza construída pelas mãos humanas.

Fora do Japão e do Brasil, já existe um Solo Sagrado na Tailândia e há previsão da construção de mais um no continente africano, na cidade de Cacuaco, em Angola.
Ao falecer, em 10 de fevereiro de 1955, o Fundador havia deixado prontas as bases para a construção de um mundo ideal, o Paraíso Terrestre, onde a saúde, a prosperidade e a paz pudessem imperar.