#PraCegoVer e acessibilidade

Postado em 11 de dezembro de 2018

 

Desde 2017, a Korin passou a adotar, em sua comunicação em redes sociais, a hashtag #PraCegoVer. Descubra, a seguir, o significado dessa tag.

O #PraCegoVer é um movimento que promove a acessibilidade na internet. Consiste no ato de descrever a imagem detalhadamente, pois esse descrição facilita o entendimento da mensagem transmitida, e ainda promove a inclusão de quem não enxerga nestes meios de comunicação. Muita gente não sabe, mas hoje em dia, muitos deficientes visuais utilizam, em sua navegação na internet, programa ou aplicativos de áudiodescrição. O recurso também é útil para pessoas com dislexia, deficiência intelectual ou com déficit de atenção.

Quem criou o movimento foi a baiana Patrícia Silva de Jesus, conhecida também como Patrícia Braille. Ela atua como Coordenadora da Educação Especial no Estado da Bahia e é especialista em acessibilidade para deficientes visuais. O projeto possui uma fanpage do Facebook (http://facebook.com/pracegover), onde três avisos se destacam:

1. Os cegos não se ofendem com a expressão #PraCegoVer. A palavra “cego” não é pejorativa. É a correta, a usual. Geralmente, quem acha estranho não convive com pessoas que têm deficiência visual. Os cegos se ofendem, de verdade, com a ausência de acessibilidade.

2. #PraCegover é um trocadilho. Como esta hashtag tem uma função educativa e inclusiva, ela se refere aos videntes que não enxergam o cego e nunca se dão conta de que pessoas com deficiência visual usam redes sociais. Ela existe para impactar, para despertar o olhar de quem lê e se pergunta: “Ué, pra que raios esta descrição está aqui?”. Então vai pesquisar mais um pouco e… Zaz! Mais um vidente deixou de ser “cego”. Existe, principalmente, para o cego ou pessoa com deficiência visual/baixa visão que, pela falta de acessibilidade, não podia apreciar as imagens publicadas.

3. Não, a descrição não faz a pessoa cega literalmente enxergar. É, mais uma vez, um jogo de palavras, um empréstimo da palavra “ver” no sentido de “ter acesso” a algo. Ouvir uma descrição não substitui a visão. Nem mesmo o tato, como muitos acreditam, seria capaz de substituir o ato de enxergar, na exata medida em que os olhos o fazem.

A #PraCegoVer é utilizada por diversas empresas e a Korin faz parte desse rol em prol da inclusão dos mais de 6,5 milhões de pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual.