Você sabia que a Korin é a primeira empresa brasileira a produzir frangos e ovos sem uso de grãos transgênicos na alimentação das aves?

O que são transgênicos?

Transgênicos são “organismos geneticamente modificados” (OGM), que receberam um gene de outro ser vivo em seu DNA por meio de técnicas empregadas na biotecnologia.
O resultado desta mutação pode ser aplicado na agricultura, na alimentação, na saúde e nas indústrias químicas e têxtil. No caso da agricultura, o ganho de produtividade é a razão mais utilizada para justificar a presença de organismos geneticamente modificados no cultivo de alimentos.
No Brasil, cerca de 85% do milho e 92,4% da soja cultivados são geneticamente modificados, portanto, é muito provável que um frango sem a certificação de “orgânico”, seja alimentado com grãos transgênicos.

Quais os benefícios da produção sem uso de transgênicos?

Apesar de estar presente em culturas agrícolas de todo o Brasil, os grãos transgênicos colecionam críticas no meio científico, principalmente no que tange à saúde humana e ao meio ambiente.
Pesquisas indicam que o consumo regular de alimentos transgênicos pode, por exemplo, potencializar os efeitos de substâncias tóxicas no organismo e aumentar a incidência de alergias alimentares, agravando a resistência humana a antibióticos.

Segundo ainda os pesquisadores, no meio ambiente ocorre a perda da diversidade genética na agricultura e a concentração do mercado de sementes nas mãos de poucas empresas ao redor do mundo, muitas das quais, também fabricantes de agrotóxicos.

Os dados mais alarmantes estão relacionados aos danos causados à saúde humana e ao meio ambiente, graças a um insumo utilizado excessivamente na produção transgênica.
Trata-se de um herbicida da linha dos glifosatos, que se tornou o agroquímico mais vendido no Brasil, segundo reportagem do Canal Rural (2018), com mais de 173 mil toneladas comercializadas somente em 2017. As plantas transgênicas são as únicas que suportam as altas cargas de glifosato para o controle de pragas e, por isso, ganharam hegemonia na produção agrícola brasileira.

Por que a Korin lançou uma linha de frangos e ovos livres de transgênicos?

A Korin conseguiu manter-se livre do uso de transgênicos até 2009 quando, por escassez de grãos NÃO transgênicos no país, foi obrigada a alimentar suas aves com grãos oriundos deste sistema.
Com limitações devido a fatores externos como este, a linha de frangos sustentáveis da Korin manteve diferenciais que sempre trouxeram benefícios à saúde e à qualidade de vida dos consumidores, produtores e meio ambiente. Dentre esses diferenciais, destacam-se o bem-estar animal das aves, ausência de antibióticos, ausência de quimioterápicos e a alimentação sem uso de proteína animal.
Mesmo com limitações na oferta de insumos, a Korin já utiliza grãos orgânicos (não transgênicos) na alimentação das aves da Linha Orgânica (Frangos e Ovos) desde o seu lançamento, em 2009.
Em 2016, a Korin deu início a um grande projeto de desenvolvimento da cadeia de grãos não transgênicos e, em 2019, passou a implantar a nova ração às suas aves. Hoje, todos os frangos e ovos da Korin, independente de sua linha, são criados sem uso de grãos transgênicos. A certificação, que atesta a veracidade do processo, é conferida pelo IBD Certificações.
Por ser seguidora da filosofia de Mokiti Okada, a Korin tem por missão converter toda a sua produção para o método da Agricultura Natural e, para isso, divide suas linhas de produtos em escalas que evoluem gradativamente.

O que diferencia o grão não transgênico do grão orgânico?

As criações orgânicas, por obrigatoriedade da Lei dos Orgânicos, fazem uso de grãos orgânicos sem uso de transgênicos. Isso quer dizer que todos os grãos cultivados no Brasil, ao receberem certificação orgânica, asseguram que não são provenientes de sementes transgênicas. Além disso, para ser orgânica, a semente não pode ter sido cultivada com aplicação de adubos químicos e agrotóxicos e todo o processo deve ser rastreado e certificado. Os grãos sem o uso de transgênicos não orgânicos, ao contrário, podem ter sido cultivados com o uso de defensivos agrícolas.