Lançamento de lei no Mato Grosso do Sul beneficiará toda a cadeia produtiva sustentável e orgânica de bovinos na região

No dia 27 de fevereiro ocorreu, em Campo Grande (MS), a coroação do trabalho de mais de 10 anos da ABPO (Associação Brasileira de Pecuária Orgânica) e WWF Brasil em busca do incentivo à preservação ambiental, da inclusão social e da Agricultura Familiar do Pantanal sul-mato-grossense com a estruturação da cadeia produtiva de bovinos no Pantanal.

Todo este sistema tinha a carência de finalizar o processo produtivo diferenciado fazendo com que a carne sustentável e orgânica chegasse às mãos dos consumidores. A Korin desenvolveu, a pedido da ABPO, um protocolo de produção sustentável e lançou uma variedade inédita de carne bovina em 2015 e a modalidade Orgânica em 2016.

Hoje, a soma destas duas variedades, já possibilitam a comercialização de 2 mil toneladas de carnes com a marca Korin nos principais estados brasileiros. O projeto está crescendo e envolvendo cada vez mais produtores e parceiros, como é o caso da Naturafrig.

Na cerimônia, realizada durante o Fórum Oportunidades de Precificação de Carbono no Setor Agropecuário”, o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e o Secretário de Agricultura, Jaime Verruck, selaram um momento inédito no País que consiste no lançamento de uma lei do Mato Grosso do Sul que beneficiará grandemente toda uma cadeia produtiva sustentável e orgânica: o PROAPE – Programa de Avanços na Pecuária de Mato Grosso do Sul que trabalha pela expansão e o fortalecimento do Agronegócio no Estado, abarcando o novo subprograma comprometido com a sustentabilidade e conservação do maior bioma brasileiro, o Pantanal.

As Carnes Sustentáveis e Orgânicas do Pantanal são iniciativas para fomentar a competitividade e incentivar a pecuária bovina de baixo impacto ambiental, oferecendo aos consumidores um produto fruto do manejo sustentável, produzindo com boas práticas e que atende aos critérios ambientais e sociais. A Korin foi a primeira empresa a criar um protocolo dirigido ao desenvolvimento territorial do Pantanal e a dar visibilidade de todos estes processos produtivos sustentáveis.

“O benefício tributário se estabelece para a produção orgânica de bovinos e as produções sustentáveis através de certificações. Escrevemos o primeiro protocolo e o mesmo vem crescendo de forma consistente. Quem aderir à produção orgânica e sustentável: Em até 67% do imposto a ser pago ao produtor orgânico e até 50% do Imposto  a ser pago ao produtor sustentável”, explica o diretor da Korin, Reginaldo Morikawa, que participou do ato, em Campo Grande.

O programa prevê quatro pilares: a valorização do homem pantaneiro, o bem-estar dos animais, a responsabilidade ambiental e a responsabilidade social.