Benefício do consumo de peixes para a saúde

em 15 de out de 2022

Falando com a nutri Karen Longo sobre peixes

Por que inserir peixes na dieta faz tão bem à saúde?

Considerado como uma das fontes alimentares por pessoas onívoras (que consomem alimentos de origem vegetal e animal), os peixes fornecem ao ser humano nutrientes interessantes que garantem desde adequado aporte para reconstrução de tecidos, como compostos que otimizam respostas celulares na manutenção do metabolismo e modulação da resposta inflamatória.

Vamos entender melhor?

É comprovado que os peixes possuem vários benefícios metabólico-celulares para a saúde, tais como:

  • Proteção anti-oxidante
  • Proteção anti-inflamatória
  • Cicatrização de feridas
  • Neuroproteção
  • Cardioproteção
  • Hepatoproteção

Composição nutricional dos peixes e sua relação na proteção à saúde:

Proteínas

Peixes são alimentos ricos em proteína de alto valor biológico, por conterem todos os aminoácidos essenciais. O que faz com que sua ingestão em uma alimentação equilibrada auxilie na reconstrução de tecidos como pele, colágeno, assim como síntese e manutenção de massa muscular, quando associado a estímulo físico.

Além disso algumas proteínas presente nos peixes como as imunoglobulinas, atuam como agentes de defesa contra infecções virais e bacterianas, fortalecendo assim a barreira imunológica de proteção.

Ácidos graxos poliinsaturados

Tilápia com salada

Quando falamos das vantagens da composição nutricional dos peixes, é importante ressaltar que como fonte de gordura, os peixes contém ácidos graxos poli-insaturados, os conhecidos PUFAs, que são qualidades de lipídeos que regulam várias vias de sinalização celular, como: fator nuclear kappa B, fator de crescimento β (TGF-β), proliferadores de peroxissoma (PPAR).

Para simplificar o entendimento, vale esclarecer que a função desses fatores e proliferadores citados acima no nosso metabolismo controlam: a expressão de genes que regulam a diferenciação de adipócitos, a homeostase da glicose e de lipídeos e o armazenamento de ácidos graxos.

De modo geral: controlam a adipogênese e resistência à insulina, prevenindo quadros metabólicos que poderiam levar à obesidade e diabetes.

*Ácidos graxos ômega 3

Entre a família dos ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs), temos ainda presente na composição de alguns peixes uma classe de ácidos graxos muito epsecial, o Ômega 3.

O ômega 3 está presente em alguns peixes, como sardinha, atum, arenque, salmão e truta.

Considerado um ácido graxo de grande benefício à saúde, pela presença de EPA e DHA, esse nutriente oferece proteção neurológica, prevenindo doenças como Alzheimer, Parkinson. Além de beneficiar o sistema imunológico, modulando a cascata inflamatória otimizando respostas de inflamação frente à adversidades como infecções e alergias.

Vale ressaltar que o consumo desse nutriente, ômega 3, é ainda atingido por parte da poluação de forma menor do que o necessário, devido ao hábito cultural de baixo consumo de peixes em algumas culturas e regiões, sendo esse alimento uma das fontes em grande abundância.

Vitaminas e Minerais

Alguns micronutrientes muito importantes são encontrados nos peixes.

Entre eles temos:

– Vitamina D – que auxilia desde fortalecimento da imunidade até adequada absorção de cálcio pelo organismo

– Vitaminas do complexo B – Os peixes são fontes de vitamina B12, encontrada exclusivamente em alimentos de origem animal, e essencial para formação e manutenção de células neurológicas e alguns neurotransmissores que regulam o humor. Os peixes contém também vitaminas B1, B2, B9 – que auxiliam na síntese de células do sangue e na manutenção de diversos tecidos anexos como: pele, cabelo e unhas.

– Selênio – Mineral de importante utilização para a saúde e também pouco consumido, devido a precariedade no solo, causado pelo uso indiscriminado de produtos químicos. O selênio está presente em alguns peixes e tem importante papel na regulação do sistema imunológico, adequação de hormônios da tireóide e formação de enzimas hepáticas de destoxificação.

Consumo de peixes associado a cardioproteção:

Mulher Saudavel

O peixe é considerado um componente alimentar popular, porém ainda explorado com menor frequência, quando comparado a outras fontes animais.

Seu consumo é sugerido para controle de saúde na abordagem de dieta para hipertensão arterial (DASH) e na dieta mediterrânea.

O American College of Cardiology, 2019 e a Diretriz da American Heart Association sobre a prevenção primária de doenças cardiovasculares recomenda peixes como fonte preferencial de proteínas animais, além da dieta plant based.

Desde qua seu consumo não seja m fritura de imersão em óleo, alguns estudos demosntraram que o consumo de peixe é benéfico para a prevenção secundária do infarto do miocárdio.

 Contaminação de peixes por mercúrio

A bioacumulação de mercúrio em peixes de água doce é um processo complexo impulsionado por fatores ambientais e biológicos. O mercúrio é emititido na atmosfera através de fontes naturais e antropogênicas e depositado na paisagem, onde pode ser exportado para sistemas de água doce.

O mercúrio, especificamente metilmercúrio (MeHg), é uma neurotoxina que pode ser transferido para o ser humano através do consumo de peixes selvagens contaminados.

Fatores biológicos podem mediar concentrações de mercúrio em peixes, frequentemente associadas a tamanho do corpo, idade e nível trófico.

Assim, por ordem bioacumulação da cadeia alimentar as espécies selvagens de maior porte como: Atum, Salmão, Cação, etc. tendem a apresentar maior concentração de mercúrio, quando comparadas a espécies menores.

Nesse sentido, os peixes de criação em fazendas de psicultura, com condições ambientais controladas não apresentam contaminação de mercúrio, por não estarem expostos às condições ambientais citadas acima.

 

Linha de Pescados Korin

A Korin possui uma linha especial de pescados, criados sem uso de hormônios e aditivos químicos.

Conheça:

Filé de Tilápia Korin

Filé de Truta Korin

Referências:
  •  Chen, J. et al. A critical review on the health benefits of fish consumption and its bioactive constituents. Food Chemistry 369 (2022) 130874
  • Chayakrit Krittanawong, M.D. et al. Fish Consumption and Cardiovascular Health: A Systematic Review. The American Journal of Medicine, Vol 134, nº6, Jun 2021.
  • Donadt, C. et al. Mercury bioaccumulation in stream fish from an agriculturally-dominated watershed. Chemosphere 262 (2021) 12805

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