CEO da Korin é destaque do UOL Líderes

Postado em 18 de maio de 2020

Foto: Marcelo Justo. UOL (Reprodução)

 

No dia 15 de maio, a Korin, através de seu diretor superintendente, Reginaldo Morikawa, foi personagem do UOL Líderes, um dos canais de informação de economia mais importantes do Brasil, que traz entrevistas com análises do setor sob o ponto de vista de CEOs e fundadores de empresas de todo o país.

Na reportagem especial, redigida pela jornalista Beth Matias, o diretor da Korin fala sobre temas como consumo, mercado, educação, fome, corrupção, reformas, além de temas relacionados à empresa, principalmente no que tange à filosofia de Mokiti Okada e à Agricultura Natural.

A entrevista, que também pode ser vista em vídeo no mesmo site, foi gravada na sede do UOL, no dia 06 de março.

“Para a Korin, ser pauta em um portal como o UOL, ficando, inclusive como destaque em sua home page, faz com que tenhamos ainda mais convicção de que a nossa Agricultura Natural adquire cada vez mais relevância no segmento de alimentação no Brasil”, pontua Morikawa.

Confira um trecho da entrevista:

 

UOL – O que significa Korin?

Reginaldo Morikawa – Korin quer dizer anéis de luz. Os três círculos que estão na logomarca representam o fogo, a água e a terra, e a intersecção central representa o ser humano. Na filosofia da Korin, tudo na vida nasceu para abastecer o ser humano. O nosso símbolo de sustentabilidade é o ser humano no meio e não o planeta, como costumamos ver. É o ser humano quem usufrui e quem tem o dever de cuidar.

UOL – Como define a Korin?

Reginaldo Morikawa – Nós somos um organismo que talvez não haja muitos iguais porque nascemos de uma filosofia para construir uma filosofia. Somos extremamente empresariais dentro de uma linha que entendemos ser mais justa, embasados na filosofia de Mokiti Okada (fundador da Igreja Messiânica mundial).

Somos uma empresa em que o lucro é 100% revertido, como se fosse uma fundação ou uma organização não-governamental. Recebo um salário, estabeleci um pró-labore, que tem seus reajustes, mas os lucros que temos da empresa, eu mesmo como sócio, abro mão e reinvisto na nossa atividade.

UOL – Qual o maior problema alimentar que o mundo enfrenta hoje?

Reginaldo Morikawa – Primeiro, a segurança alimentar. É inadmissível ter tecnologias perfeitas, nanotecnologias, viagens espaciais e não conseguirmos acabar com a fome do mundo. Isso se chama vontade política e não é exatamente um problema de alimento. O Brasil tem uma capacidade produtiva pouco explorada ainda.

Quando falamos de alimentação, logo imaginamos frutas, legumes, verduras, cereais. Mas alimentação hoje não é isso. O Brasil e o mundo vivem hoje o consumo de calorias vazias. Há muita caloria e pouca nutrição. A grande mudança seria adotar a comida de verdade, alimentos que a natureza produz, em suas cores e variedades.

UOL – Quem passa fome não está preocupado em comer colorido e mais saudável, certo? Como fazer o alimento saudável chegar a quem passa fome?

Reginaldo Morikawa – Penso que temos que trabalhar com uma lista de prioridades. Vamos trabalhar primeiro com a questão alimentar. No momento, não devemos ficar muito preocupados com essa diversificação. Mas nós temos hoje o que chamamos de superalimentos e as pancs (plantas alimentícias não convencionais), como ora-pro-nóbis, espinafre d’água, bertalha, serralha.

Quando você analisa uma planta como a ora-pro-nóbis, é um superalimento. Em sua massa seca, se não me engano, há 27% de proteína, tem aminoácidos, ferro, zinco. A única coisa que faltaria em uma nutrição com a ora-pro-nóbis seria um ovo por mês, mais ou menos. Ela é uma cactácea, sobrevive com muita pouca água. Com um pequeno arbusto, consegue alimentar pelo menos na linha da fome.

A partir daí é possível desenvolver outras espécies, como o pequi e outras árvores que dão frutos. Exploramos alface, espinafre, beterraba, que é aquilo que encontramos no supermercado. Vou nessa linha dos superalimentos e das plantas alimentícias não convencionais, porém mais adaptadas a um determinado local.

 

Foto: Marcelo Justo. UOL (Reprodução)

 

A reportagem, na íntegra, você confere clicando aqui