Coloração da gema do ovo não garante que ele seja caipira

Postado em 17 de agosto de 2020

Korin explica métodos de coloração e qualificação para o consumo

A coloração da gema do ovo é uma característica que gera discussão entre produtores e consumidores desse alimento nobre com diversos benefícios para a saúde, porém a presença de gema mais alaranjada nem sempre qualifica o produto para consumo como “ovo caipira”. A Korin, empresa conhecida por utilizar métodos de produção baseados na agricultura natural, informa que a coloração da gema varia de acordo com as quantidades de substâncias pigmentantes (xantofilas e carotenos) presentes na alimentação fornecida as aves de postura e também em níveis que variam de acordo com a época do ano (variação na produção de grãos de milho utilizados nas rações). “Nós não adicionamos pigmentantes sintéticos na ração das aves do nosso sistema de produção, por isso a coloração da gema varia, mas isto não altera os níveis nutricionais do ovo e não o desqualifica para o consumo”, alerta Reginaldo Morikawa, diretor-superintendente da empresa.

Mesmo na produção de ovos orgânicos, é possível modificar a cor da gema por meio do uso de pigmentantes naturais com elevada concentração de carotenóides, como o pimentão, o urucum, páprica, pétalas de flor de Marigold, entre outros. As gemas dos ovos Korin estão entre o padrão 5 e 8 segundo o padrão de cores do DSM Yolk Color Fan (leque de cores da empresa DSM), que chega até o padrão 15 (superalaranjado), porém o importante para a Korin é manter o bem-estar das aves e não a tonalidade fortemente alaranjada, que é muito usada, oportunamente, por empresas que tem como sistema de produção de ovos as aves em gaiolas. “Evitamos quaisquer ingredientes que não sejam aqueles que, verdadeiramente, possam trazer saúde e qualidade de vida para a ave de forma adequada, via nutrição por meio da ração balanceada. A ração fornecida para as aves da Korin possui fitogênicos como óleos essenciais, extrato de plantas, probióticos e prebióticos de forma a proporcionar benefício a saúde da ave”, informa Morikawa.

Como o foco da Korin é a nutrição e bem-estar das aves, a quantidade desses pigmentantes naturais, presentes nos ingredientes vegetais utilizados na produção da ração para as aves, não chega a afetar a cor da gema de forma marcante (gemas alaranjadas), porém cumpre perfeitamente o balanceamento nutricional das dietas fornecidas para aves de postura, definido pelo setor técnico da Korin. O sistema de integração de aves de postura, livres de gaiola, da Korin conta com o auxílio das

famílias de integrados, que produzem ovos para a empresa e estes seguem regras propostas pelo sistema de produção de ovos da marca, das normas da ABNT de ovos caipira e da certificação orgânica emitida pelo IBD Certificações.

“Vale sempre ressaltar aos consumidores que diferentes estratégias utilizadas na produção de ovos permitem que qualquer empresa possa parecer “caipira” ou “saudável” por meio da escolha de uma cor de gema conquistada com corantes químicos ou naturais. Porém o nosso compromisso é fazer o futuro resgatando o passado, não utilizando pigmentantes com este propósito de controlar a cor da gema”, finaliza Morikawa.

Na produção de ovos caipira da Linha Sustentável da Korin, as galinhas não têm stress e vivem sem necessidade de tomarem antibióticos, quimioterápicos ou coccidianos e se alimentam à base de grãos não transgênicos certificados pelo IBD (Instituto Biodinâmico). A marca, que já utilizava grãos sem transgenia em sua linha de frangos e ovos orgânicos desde o lançamento em 2009, iniciou, em 2016, um projeto para que toda a alimentação das aves da linha sustentável fosse igualmente à base de grãos sem modificação genética.