Nutrição para o Futuro

Postado em 11 de outubro de 2019

Como a alimentação infantil na escola e em casa pode influenciar as futuras gerações

 

A boa alimentação é essencial ao longo da vida e, na infância, ela se torna ainda mais importante, uma vez que interfere nos processos de aprendizado e no futuro da criança.

A situação global, no entanto, se mostra alarmante. Somente no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 7% das crianças entre 3 e 9 anos sofrem de desnutrição enquanto 20% enfrentam sérios problemas de obesidade.

Por isso, a atenção dos pais à alimentação dos filhos deve começar logo no início da vida, durante o aleitamento materno, inserindo, após os seis meses de idade, outros nutrientes, como frutas e vegetais, de preferência orgânicos.

É quando entram em idade escolar, no entanto, que os pais podem perder o controle sobre a alimentação dos filhos, afinal, as tentações estão por toda a parte, seja na lancheira do amiguinho ou na própria cantina da escola.

Pensando nisso, muitas instituições de ensino já estão eliminando o junk food (comida rica em calorias e de baixa qualidade nutritiva) do cardápio e apostando em alimentos preparados com ingredientes saudáveis e, preferencialmente, in natura, por restaurantes e cozinhas industriais especializados.

É aí que entra o trabalho da Korin Agropecuária.

Referência na produção de alimentos sustentáveis e orgânicos, especialmente proteína animal, como o frango livre de transgênicos e a carne bovina orgânica, a empresa começou a ser procurada, não só por supermercados e restaurantes, mas também por escolas que chegavam até a empresa com um projeto audacioso de transformar a alimentação de seus estudantes.

A primeira, como relembra o coordenador comercial da empresa, Carlos Tegani, ocorreu há sete anos por solicitação da cozinha industrial Lanche&Co. que atendia uma escola no bairro da Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo. “Eles nos disseram que foi uma exigência dos pais dos alunos, então encaramos este desafio como uma forma de zelarmos pela saúde das crianças. Foi assim que começamos”, relata. Hoje, a empresa atende cerca de 30 escolas em São Paulo e Rio de Janeiro diretamente ou através de cozinhas especializadas. Dentre elas estão o colégio Dante Alighieri, o colégio São Luís, colégio Sírio Brasileiro e algumas unidades da Escola Waldorf Rudolf Steiner.

A atuação nas escolas se tornou tão importante que alguns professores passaram a convidar os representantes da Korin para palestrar a pais e alunos. Uma dessas oportunidades foi o convite feito pela professora Adriana Mori, do Colégio Novo Tempo (São Paulo), que pediu à Korin que palestrasse aos alunos sobre a importância da ingestão diária de alimentos saudáveis e ricos em energia vital. A palestra aconteceu no restaurante Bento Natureba, que é cliente da Korin e prepara as marmitas saudáveis de alunos, professores e funcionários do colégio.

 

Consumidores e Multiplicadores

Consumidora assídua dos produtos Korin, a professora de geografia das 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental do Colégio Lumen (São Paulo), Silvia Machado, entrou em contato com a empresa no início do mês de agosto com um pedido: colaborar para o processo de conscientização de seus alunos de 12 e 13 anos a respeito da alimentação saudável. O objetivo era que as crianças pudessem, não só melhorar sua alimentação, mas também ter acesso a mais informações sobre os impactos das produções convencionais e orgânicas no meio ambiente.

Atendendo ao pedido, a Korin, através do gerente de marketing, Marceno Braga, proferiu uma palestra a uma turma curiosa e interessada de alunos que se surpreenderam ao conhecer um pouco mais sobre os orgânicos e seus benefícios. “Estamos trabalhando o tema da sustentabilidade este ano na escola e vamos apresentar um trabalho no fim do ano para todo o colégio. Por isso, ao saber que ficaria responsável pelo projeto dessa turma, logo pensei na Korin para que pudéssemos multiplicar a ideia dos orgânicos e da alimentação saudável entre as crianças”, explica Silvia.

Outro trabalho importante é o do Colégio Sidarta, localizado na cidade de Cotia, em São Paulo. A instituição, com o apoio do restaurante responsável pela alimentação dos alunos, o UMANA, desenvolveu uma série de ações de conscientização para mudar os hábitos alimentares dos estudantes, como conta o proprietário da UMANA, Roberto Veiga. “Nossa proposta é ajudar as escolas a formar seres humanos integrais e a alimentação tem tudo a ver com isso. Por isso, fizemos esta parceria com a Korin para que 100% do frango e 100% da carne bovina preparada para os alunos fossem da marca”, explica.

Para chegar a isso, o colégio promoveu uma visita de coordenadores, diretora, professores, alunos e pais ao frigorífico e à granja da Korin, além de uma ampla divulgação de textos no restaurante esclarecendo os diferenciais dos produtos orgânicos para o meio ambiente e para a saúde. Para finalizar o diretor da Korin, Reginaldo Morikawa, ministrou uma palestra voltada aos pais. “Nosso trabalho não se restringe a alimentar as crianças com comida gostosa e saudável. Ajudamos os jovens e famílias a entenderem a cadeia produtiva dos alimentos e os impactos sociais e ambientais dessa cadeia. Quando ajudamos as pessoas a terem consciência sobre os alimentos, sobre como e por quem são produzidos, estamos dando condição dessas pessoas escolherem como e o que irão comer. A parceria e o apoio que a Korin tem fornecido desde o início do nosso trabalho é fundamental”, complementa.

Aluna do Colégio Sidarta saboreia o frango da Korin preparado na merenda.

 

Para o diretor superintendente da Korin, Reginaldo Morikawa, que ministrou a palestra no colégio, o trabalho de conscientização é uma das grandes missões da empresa. “O fato de irmos às escolas e fazermos essa abordagem, é, justamente, para conscientizar os pais de que não adianta culpar a criança, depois de grande, se ela não comer nada saudável quando ela não é instruída desde muito cedo a se alimentar bem”, explica. “Comer legumes e verduras e eliminar alimentos do grupo GAS (gordura, açúcar e sal) da alimentação infantil é a primeira etapa para termos sucesso em mudar a vida desses futuros adultos, oferecendo refeições ricas em energia vital, assim como ensina a Agricultura Natural de Mokiti Okada. O segundo é saber a procedência dos alimentos que se consome e de que forma são cultivados e este é o trabalho da Korin e da Agricultura Natural”, finaliza.

 

Alimentação com energia vital influencia processo cognitivo

Você sabia que a base da alimentação que um ser humano leva ao longo da vida se estabelece ainda na infância? São nos primeiros mil dias após o nascimento que a criança desenvolve o paladar que vai prevalecer quando adulto. Por isso, é fundamental cuidar da alimentação infantil desde o momento em que a criança começa a se alimentar com papinhas e alimentos sólidos.

Pesquisa realizada pelo Instituto Indiano de Tecnologia revelou que crianças que se alimentam bem no café da manhã e no almoço possuem melhor desempenho na escola. Segundo a pesquisa, crianças que almoçam bem e com alimentos ricos em nutrientes conquistaram uma pontuação 18% superior em testes de leitura e uma melhora de 9% em exames de matemática. A conclusão que os pesquisadores chegaram é que a alimentação influencia diretamente no processo cognitivo (de aprendizagem) dos pequenos.

A preocupação com a influência da alimentação no aprendizado tem levado alguns governos a votarem projetos relacionados à merenda escolar. É o caso da prefeitura de São Paulo que, em 2013, aprovou a Lei 451/2013 que determina que todas as escolas do município priorizem alimentos orgânicos e de agricultores familiares na merenda. O Estado do Paraná e os municípios de Pouso Alegre (MG) e Içara (SC) tem projetos similares.

Em São Paulo, desde o ano passado, os pais também podem acompanhar através do site https://pratoaberto.sme.prefeitura.sp.gov.br/ a rotina alimentar da escola dos filhos, verificando diariamente a quantidade de nutrientes e vitaminas presentes em cada prato servido, de acordo com a faixa etária da criança.

Além da escola, fazer refeições preparadas em casa, com a família é muito importante. Segundo estudos, crianças que fazem, pelo menos, 4 refeições diárias com os pais reduzem drasticamente as chances de desenvolverem transtornos alimentares, dificuldades de aprendizagem e até agressividade.

Também é importante, segundo os especialistas, que a criança aprenda desde cedo que o ato de se alimentar não pode ser visto como uma recompensa ou uma punição, mas uma atividade rotineira que precisa ser realizada com cuidado e carinho para que ela se desenvolva bem, aprenda, brinque, pule, enfim, seja uma criança saudável e feliz.