Vício causado pela indústria de alimentos é tema de livro

Postado em 16 de março de 2016

Não é de hoje que a Korin é procurada pela imprensa para contar de que forma é possível produzir alimentos saudáveis que não agridam a saúde do ser humano. Destaque na mídia constantemente, a empresa foi procurada em junho de 2013 pela jornalista Márcia Kedouk, da revista Superinteressante que escrevia um livro sobre alimentação. Márcia entrou no site da empresa e encantada com as informações sobre os processos diferenciados de produção, ligou para a Korin querendo registrar este caso singular na produção de alimentos no Brasil.

A jornalista esteve em Ipeúna, no polo industrial da Korin e entrevistou o diretor Luiz Carlos Demattê. O resultado da visita pode ser encontrado no capítulo “Paz e Amor na Terra dos Orgânicos”, que explica em detalhes este tipo de cultivo. A escritora descreve as maravilhas encontradas em uma plantação orgânica no polo, como explica no início do capítulo: “Pela primeira vez na vida, estou diante de uma flor de abobrinha. Não sabia que ela era tão linda. Parece um copo grande e todo trabalhado no dégradé, com a base verde-clara e as pontas amarelo-ouro. Não é comum pensar que um legume que a gente come em cubinhos, refogado com temperos, se desenvolva embaixo de uma flor quase do tamanho dele. (…) Fomos apresentadas, eu e a flor de abobrinha, no dia em que visitei o polo produtivo da Korin, em um terreno de 171 hectares em Ipeúna, no interior de São Paulo”. A jornalista ainda explica no capítulo, os malefícios da ação dos antibióticos nos animais e a consequência no ambiente e na saúde do homem, o perigo das bactérias resistentes, a importância do bem-estar animal e as razões pelas quais os produtos orgânicos são mais caros que os convencionais, baseado em seu custo de produção e volume de venda.

A conclusão que a autora chega, após descrever a agricultura orgânica como a opção viável diante de tantos alimentos que provocam doenças no ser humano, é que esta é a volta da comida de verdade. “Gosto da ideia de comer queijo feito por uma família que tira sua renda disso. Gosto mais ainda da ideia de ter uma horta em casa. Vivo tentando montar uma, mas preciso deixar o romantismo de lado e assumir que nunca deu certo comigo. Nem meus vasinhos de temperos frescos na janela vão para frente. É que ervas, alfaces e repolhos criados em casa não são como cães. Você compra a melhor terra para alimentá-los e o canteiro mais bonito para servir de casinha. Mas eles preferem morrer secos e pedir água. Não perdoam desatenção, nem mesmo se você teve uma semana dura. E acabam sendo comidos por cochonilhas, aqueles insetos brancos, marrons ou amarelos que grudam nos caules para se alimentar da seiva. Eles só aparecem quando há desequilíbrio na terra: muito ou pouco nutriente, muita ou pouca água, muito ou pouco sol. Em minha defesa, devo dizer que continuo tentando, com a melhor das intenções. Seja como for, depois das dezenas de entrevistas que fiz, livros que li, documentários que vi e lugares que visitei para produzir este livro, uma coisa me parece certa: o futuro da comida é uma volta ao passado”.

Vale a pena conferir!

prato sujo

por: Fernanda Silvestre