Como saber se o mel é orgânico?

em 18 de out de 2023

Conheça as diferenças entre o mel orgânico e o convencional e saiba como identificá-los.


É a partir do néctar que as abelhas fazem o
mel: por meio de enzimas produzidas por estes insetos, o líquido adocicado presente nas flores é transformado na substância formada por açúcares, minerais, aminoácidos, vitaminas C, D, E e do complexo B, além de ácidos orgânicos e antioxidantes repletos de benefícios para a saúde.

A qualidade do mel é impactada por diversos fatores. Entre eles, está o tipo de manejo agrícola realizado nas áreas onde o pólen é obtido.

Imagine, por exemplo, que as colmeias estejam localizadas perto de um aterro sanitário. O alimento recolhido no trajeto das abelhas, que percorrem até 3 km a partir dos apiários para garantir sua subsistência, pode sofrer contaminações diversas.

Por isso, é importante contar com a versão orgânica, uma opção segura para o consumo.

No artigo a seguir você vai conhecer as diferenças entre o mel orgânico e o convencional, e como identificá-los.

 

Qual a diferença entre o mel orgânico e o mel convencional?

O mel orgânico é isento de substâncias tóxicas, como os pesticidas. Livre de transgênicos, antibióticos e poluentes ambientais, trata-se de um alimento comprometido com a saúde humana, com o bem-estar animal e práticas para preservação dos recursos naturais.

Produzido segundo critérios específicos, deve atender a uma série de exigências para evitar sua contaminação e está sujeito à certificação e fiscalização frequente para garantia de qualidade.

Entre os critérios exigidos para a produção orgânica de mel, de acordo com Regulamento Técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Portaria nº 52, de 15 de março de 2021, estão:

  1. O local de instalação da colônia de abelhas e a área em um raio de 3km a partir dela devem ser livres de fontes potenciais de contaminação, como zonas urbanas e industriais, aterros e depósitos de lixo. O local do apiário também deve estar afastado de lavouras convencionais;
  2. O entorno, ainda em um raio de 3km das colmeias, deve ser constituído por culturas orgânicas, vegetação nativa/espontânea ou outras possibilidades em que não tenham sido utilizados organismos geneticamente modificados;
  3. As colmeias não podem receber materiais tóxicos, como tintas sintéticas, óleo diesel, querosene e parafina. Estes elementos costumam ser utilizados no manejo convencional para revesti-las e protegê-las e são potenciais contaminantes;
  4. A produção deve utilizar somente abelhas que não foram geneticamente modificadas. Além disso, não pode conter resíduos de antibióticos, pesticidas e/ou poluentes ambientais;
  5. O tratamento de enxames que apresentem doenças deve ser realizado, preferencialmente, por meio de fitoterápicos ou homeopáticos, e não pode utilizar substâncias sintéticas;
  6. A fumaça aplicada para o manejo dos enxames precisa ser proveniente de materiais naturais ou madeira sem tratamento químico. Assim, não é autorizada uma prática comum na apicultura convencional: o uso de combustíveis que gerem gases tóxicos, como querosene e gasolina.

 A produção de mel orgânico também preza pela preservação das abelhas e não permite que as propriedades agrícolas utilizem os agrotóxicos, substâncias prejudiciais associadas à morte destes insetos que são considerados fundamentais pelo seu papel na polinização de espécies.

Além disso, outras normas a respeito estão presentes na Portaria nº 52:

  • É proibido o uso de repelentes, em qualquer fase de manejo ou de extração do mel;
  • É proibida também a colheita de mel a partir favos que contenham ovos ou larvas de abelhas, bem como a destruição ou mutilação destes insetos.

 

 Como saber se o mel é orgânico?

O mel é um produto puro, ou seja, não pode haver nenhum outro elemento em sua composição, tais como os acidulantes, por exemplo. Por isso, é importante observar o rótulo.

Não é incomum encontrar no mercado produtos que, embora não mencionem na formulação, contenham xarope de açúcar ou glicose de milho, aromatizantes e amido. Tudo para baratear o custo de produção e obter lucros elevados.

Uma das garantias de que o consumidor está adquirindo um mel verdadeiro e em conformidade com as boas práticas da agricultura orgânica é o selo de certificação ORGÂNICO, cuja avaliação para concessão é realizada por órgãos credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de auditorias.

Dessa forma, mais do que estar adequado a tais práticas, o mel orgânico também é sinônimo de origem, qualidade e rastreabilidade, permitindo que se saiba quem e como o produziu.

 

Mel orgânico Korin: garantia de origem e qualidade

Mel orgânico Korin 1Kg, em nova embalagem!

A Korin produz mel orgânico de alta qualidade, obtida por meio de processos controlados, no município de Bambuí, em Minas Gerais.

Disponível nas versões bisnaga (300g) e pote (1 kg), é classificado como silvestre, por ser obtido a partir de regiões de florada diversificada.

Não recebe nenhum tipo de aditivo, o que faz com que não precise passar por processos de pasteurização para eliminar microrganismos que se proliferariam por conta da presença de ingredientes adicionais.

A ausência deste processo de esterilização faz do mel orgânico Korin um alimento vivo, com nutrientes e propriedades preservados.

Conheça o mel orgânico Korin e saiba onde encontrá-lo.

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