Entenda sobre a densidade nutritiva da castanha do Brasil em relação aos parâmetros associados à saúde do coração

castanha do brasil Korin

As doenças cardiovasculares (DCV) são consideradas as principais causas de mortalidade no mundo, inclusive no Brasil. Os dados mais atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) mostram que 14 milhões de brasileiros sofrem de alguma cardiopatia, que se intensificou no período da pandemia da COVID-19.

Como parte fundamental do tratamento das doenças cardiovasculares, pode-se destacar a modulação dos fatores do estilo de vida, pensando no conjunto de atitudes no dia a dia que contribuem com resultados clínicos benéficos no coração. Nesse contexto, citamos os 6 pilares de medicina do estilo de vida: alimentação saudável rica em compostos ativos, prática de exercícios físicos, saúde do sono, controle de consumo de tóxicos, equilíbrio mental e bons relacionamentos pessoais.

Um olhar para a nutrição cardioprotetora

A ciência reúne evidências a respeito da composição dos alimentos e os seus efeitos terapêuticos, quando combinados entre si. É muito explorado, atualmente, o papel dos nutrientes e dos fitoquímicos na modulação cardiovascular.

Os ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, polifenois, fitoesterois e alguns minerais, sobretudo o selênio, são capazes de atuar fisiologicamente na redução do estresse oxidativo relacionado à DCV e nos processos inflamatórios decorrentes da doença.

Pensando nessa composição nutricional, um alimento bem estudado na literatura que apresenta tal capacidade antioxidante e anti-inflamatória é a castanha do Brasil ou castanha-do-pará. A castanha-do-pará está entre as fontes alimentares mais ricas em selênio, cuja a concentração pode variar de acordo com o tamanho da noz, ficando entre 8 e 83 μg. Ela também é uma boa fonte de outros nutrientes, incluindo proteínas, fibras, magnésio, fósforo, tiamina, niacina, vitamina E, vitamina B6, cálcio, ferro, potássio, zinco e cobre, além de 50% de ácidos graxos monoinsaturados (MUFA) presentes no seu óleo.

Devido a sua composição tão rica em nutrientes, o consumo desse alimento em uma boa frequência, pode auxiliar na proteção do colesterol LDL contra a sua peroxidação e melhorar a função endotelial, a pressão arterial, o metabolismo dos lipídios, diminuindo os marcadores inflamatórios endoteliais, a oxidação do DNA e os lipídios do sangue como os triglicerídeos.

Uma recente revisão feita por Ferrari (2020), propôs os mecanismos biológicos que os compostos bioativos da castanha do Brasil proporcionam, com ênfase no efeito protetor contra aterosclerose e agravos cardiovasculares. O autor cita o processo de peroxidação lipídica que, dentro de um microambiente inflamatório no espaço subendotelial, é responsável pela patogênese da formação da placa de ateroma, a chamada aterosclerose. Esse processo acontece pela transformação de macrófagos dos vasos em células espumosas, seguido de apoptose e de necrose celular, reduzindo o lúmen vascular e a passagem de sangue. A ingestão dietética de castanha do Brasil e seus derivados, como a farinha de castanha, pode ajudar na diminuição dessa peroxidação do colesterol, prevenindo a progressão do processo aterosclerótico.

Ainda, o pesquisador encontrou resultados importantes do consumo da castanha na melhora do GPX3 e na redução de biomarcadores da cascata inflamatória, diminuindo a inflamação de baixo grau.

Pode-se mencionar que a castanha-do-pará é, também, uma importante fonte alimentar de magnésio, já que uma porção de 100 gramas concentra em torno de 393 mg deste microelemento. A ingestão dietética de magnésio na função cardioprotetora está ligada à sua capacidade em reduzir a calcificação e o endurecimento arterial, melhorando a dilatação mediada pelo fluxo das artérias.

Em relação ao selênio, a castanha-do-pará é o alimento mais rico encontrado no Brasil, mas que varia de acordo com a qualidade e nutrição do solo onde é colhida. Atuando como um excelente antioxidante, o selênio é um captador de radicais, apresentando um alto potencial de amenizar processos oxidativos cardiovasculares, incluindo a peroxidação do colesterol. Assim, consumir uma a duas castanhas ao dia já é possível atingir sua recomendação de forma efetiva.

O estudo de Ferrari (2020) ainda menciona o teor de compostos fenólicos das castanhas do Brasil. Nelas, podemos encontrar: ácido cítrico, galocatequina, catequina, ácido vanílico, taxifolina, mirecetina-3-o-ramnosídeo, ácido elágico e quercetina, entre outros polifenois. Tais componentes são capazes de atuar em sinergia na promoção de ações antioxidante, anti-trombóticas e anti-inflamatórias.

Strunz et al. (2008) avaliaram o aumento significativo no selênio plasmático em 15 pacientes normolipidêmicos após o consumo de 45 gramas (cerca de 11 unidades) de castanha do Brasil por 15 dias. Em relação às anormalidades lipídicas, não houve mudanças significativas no perfil lipídico plasmático, mas observou-se um aumento da recepção do éster de colesterol pelo HDL, contribuindo de forma positiva para a via reversa não aterogênica do colesterol.

Castanha do Brasil Orgânica Korin

 A inclusão de castanhas do Brasil na rotina do paciente, diante das pesquisas avaliadas, se torna uma estratégia nutricional promissora e efetiva. A escolha de uma marca de qualidade e certificada é fundamental. As Castanhas do Brasil Orgânicas da Korin, iguaria tradicional brasileira, é extraída de maneira sustentável da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. É um produto que faz parte de um projeto que busca o sustento e preserva a cultura e tradição de mais de 100 famílias quilombolas que vivem e trabalham na região amazônica. Retiradas e produzidas das grandiosas árvores castanheiras que possuem entre 30 m e 50 m de altura e de 1 m a 2 m de diâmetro, é uma das espécies mais altas de toda a floresta Amazônica e entre as mais antigas do Brasil. Após a sua colheita, os extrativistas retornam às castanheiras depois de trinta dias para uma nova colheita, com objetivo de ajudar a natureza a ter mais tempo de se regenerar e produzir novos frutos.

As castanhas do Brasil são opções para diferentes momentos da rotina: nos lanches entre as refeições, como complemento de receitas, picadas e trituradas nas saladas e sopas, e até mesmo na elaboração de doces nutritivos. Uma versatilidade no dia a dia que traz qualidade nutricional para a saúde cardiovascular!

REFERÊNCIAS

Strunz CC. et al. A ingestão de castanha-do-pará aumentou o selênio plasmático, mas teve efeitos mínimos sobre os lipídios, apolipoproteínas e a função das lipoproteínas de alta densidade em seres humanos. Nutr Res., v. 28, n. 3, p.151-5, 2008.

Cardoso BR, Duarte GBS, Reis BZ, Cozzolino SMF. Brazil nuts: Nutritional composition, health benefits and safety aspects. Food Res Int., v. 100, p. 9-18, oct. 2017.

Ferrari CKB. Anti-atherosclerotic and cardiovascular protective benefits of Brazilian nuts. Front Biosci (Schol Ed), v. 1, p. 38-56, já. 2020.