Luiz Carlos Demattê fala sobre as vantagens da produção sustentável para a baixa emissão de carbono em fórum realizado em Campo Grande (MS).

De 27 a 28 de fevereiro, a Korin participa do Fórum “Oportunidades de Precificação de carbono no setor agropecuário & Workshop “Ferramentas de Monitoramento de Carbono na Agropecuária”, realizado no Auditório do Sistema Famasul, em Campo Grande (MS).

Os eventos, que são interligados, tem por objetivo, segundo a organização, de “promover o debate sobre as possibilidades de inclusão de instrumentos de precificação de emissões entre pesquisadores e stakeholders do setor no Brasil, tendo como ponto de partida os avanços das pesquisas sobre quantificação e sequestro de carbono nos diferentes sistemas de produção e o programa de descarbonização firmado na COP21, com visitas à futura regulação do setor no Brasil. O objetivo do workshop, por sua vez é apresentar ferramentas já existentes de monitoramento de carbono na agropecuária, incluindo uma prática sobre a utilização da ferramenta GHG Protocol”.

A Korin será representada no fórum pelo diretor industrial da empresa e coordenador geral do Centro de Pesquisa Mokiti Okada, Dr. Luiz Carlos Demattê Filho que, no dia 27, palestra sobre “A visão da Indústria de carnes frente ao potencial mercado de carbono brasileiro”.

Segundo dados emitidos pelo “Observatório do Clima” em 2016, a produção agropecuária é responsável por 69% da emissão de gases do efeito estufa, decorrentes da digestão dos rebanhos, do uso de fertilizantes e do desmatamento para a formação de áreas de criação de gado.

A produção sem uso de ureia, fertilizantes e com a preservação da vegetação nativa são alguns dos principais responsáveis pela baixa emissão de carbono das produções Korin

A Korin estuda o processo de registro de sua pegada de carbono e de geração de gases do efeito estufa. No entanto, é importante notar que os sistemas agroecológicos, como os seguidos pela Korin na produção de seu gado sustentável e orgânico são apontados como potenciais neutralizadores de carbono. Isso se dá pelo fato de que esses sistemas não utilizam adubos químicos solúveis, como os NPK’s (nitrogênio, fósforo e potássio) e a ureia. Isso faz com que haja uma redução na formação de compostos voláteis, como é o caso do óxido nitroso.

“Este gás é 320 vezes mais potente que o CO2. Isto já dá uma ideia do quão positiva é esta abordagem. O fato de seguirmos os princípios da Agricultura Natural, de Mokiti Okada (Japão, 1882-1955) nos posiciona de forma ainda mais favorável neste processo, uma vez que nela não utilizamos estercos de origem animal de forma sistemática em nossas produções, pois o uso destes estercos na produção orgânica é um fator de emissão de gases de efeito estufa”, explica Dr. Demattê.

O Fórum “Oportunidades de Precificação de carbono no setor agropecuário & Workshop “Ferramentas de Monitoramento de Carbono na Agropecuária” é uma realização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Governo do Estado do Mato Grosso do Sul – Secretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Femasul) e World Resources Institute (WRI Brasil).