O uso de hormônios é bastante comum em produções convencionais de aquacultura, especialmente os chamados hormônios de reversão sexual, utilizados para converter peixes fêmeas em machos, com o intuito de fazer com que cresçam mais e sejam mais rentáveis como produto final. Isso porque trutas e tilápias machos crescem mais e em menos tempo, o que os torna mais vantajosos para o produtor. 

De acordo com estudos, uma das principais razões para o uso de hormônios de reversão sexual em peixes, como a truta arco-íris e a tilápia, é a maturação sexual, ligada às mudanças no metabolismo e no ganho de peso dos animais. 

Nas trutas e tilápias, essa maturação sexual se dá mais cedo nos machos, quando completam 01 ano de vida. Já nas fêmeas, a maturação ocorre por volta dos 02 anos.

Em salmonídeos, a determinação sexual é bastante semelhante à dos seres humanos. Dessa forma, machos são heterogaméticos (XY) e fêmeas homogaméticas (XX). 

No caso dos peixes, o sexo genotípico é definido durante a fertilização do óvulo. No entanto, a diferenciação de sexo fenotípico ocorre posteriormente, entre 18 e 28 dias, em temperaturas médias de 11,5C. 

Durante um tratamento hormonal (artificial) para a mudança de sexo, ocorre a inserção de andrógenos na alimentação durante 60 ou 90 dias após o início da alimentação exógena. Quando isso acontece, fêmeas masculinizadas passam a produzir espermatozoides que vão fecundar ovócitos de fêmeas que não passaram por transformação. 

Processo natural de inversão sexual 

Tilápia Coleta

Existem maneiras naturais para que os peixes realizem inversão de sexo e isso já ocorre, mesmo sem a ação do homem, através de estímulos do meio ambiente. 

Estima-se que 10% de todas as espécies de peixes promovam uma alteração natural de sexo durante a vida. Isso costuma ocorrer, normalmente, quando existe um desequilíbrio na proporção de indivíduos nas populações de machos e fêmeas de cada espécie. Dessa forma, a natureza se reequilibra e aumentam as chances de reprodução. 

Korin, que possui parceria com produtores locais de pescados (trutas e tilápias) em ambientes controlados, não utiliza qualquer tipo de hormônio na produção. 

Para que ocorra a reversão natural de sexo dos peixes, os produtores utilizam de um artifício natural de criação de alevinos em tanques (incubatórios) de água fria. 

Peixes são animais pecilotérmicos e todo o seu crescimento e desenvolvimento está relacionado intimamente ao meio ambiente onde está inserido. Quando vivem diariamente em temperaturas mais baixas logo ao nascer, os peixes tendem a se tornarem fêmeas, sem que seja necessária a ingestão de hormônios artificiais em sua alimentação.

Tanque Tilápia

De 07 a 10 dias no incubatório, os alevinos são transferidos para tanques para que seja iniciado o período de reversão sexual, que tem duração média de 30 dias. Os alevinos sustentáveis não passam por um processo de reversão sexual específico, pois não consomem hormônios e dependem da temperatura ambiente do local para a reversão.  

Para a criação de alevinos sustentáveis em um tanque de 800m² são alojados 300 mil alevinos, uma redução de 25% da densidade tradicional. 

Todo o manejo é realizado de forma cuidadosa a fim de minimizar ao máximo o estresse dos alevinos. 

Para ajudar a aumentar o sistema imune dos animais, são acrescentadas na ração imunoestimulantes naturais que também reforçam a saúde e a resistência dos peixes. 

Para completar, a criação de alevinos faz uso de 3% de sal na água com o propósito de combater parasitas e aumentar a imunidade dos animais. 

O estresse dos peixes pode ser reduzido através do manejo adequado, onde são levados em consideração o bem-estar animal e a nutrição. Por isso, a Korin, no lugar de antibióticos, faz uso de fitoterápicos, homeopatia, probióticos, prebióticos, simbióticos, acidificantes vitaminas e vacinas previamente autorizadas. 

Korin Agropecuária tem como objetivo na criação dos animais

  • Minimizar impactos negativos que os processos produtivos possam representar para a sociedade;  

  • Conservar os recursos naturais da biodiversidade e a preservação dos ecossistemas;  

  • Promover o manejo sustentável dos recursos hídricos, alcançando uma produção estável, resiliente e economicamente viável;

  • Disponibilizar um produto final saudável, isento de resíduos de hormônios e antibióticos, produzido com responsabilidade social e ambiental.