Outubro Rosa e a Alimentação

em 11 de out de 2023

A prevenção contra doenças malignas pode começar na sua alimentação

Por Karen Longo (Consultora em Nutrição Korin)

Qual é o significado do Outubro Rosa?

O movimento, conhecido como Outubro Rosa, é celebrado anualmente desde os anos 90. O mês de Outubro já é conhecido mundialmente como um mês marcado por ações afirmativas relacionadas à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.

Além do cuidado de exames preventivos de toque e imagem, para investigar a presença de alguma alteração já aparente de doença maligna, é importante aproveitarmos esse mês de conscientização e prevenção para compreendermos que cuidados e escolhas coletivas de prevenção podem ser feitos no setor de alimentação para impedir o desenvolvimento desse tipo de doença.

Olhando de forma direcionada para doenças malignas que acometem a mama das mulheres, existe o cuidado de olhar para o equilíbrio dos hormônios estrogênicos, que tem interferência nesse processo de doença.

Por outro lado, a atividade estrogênica de substâncias químicas presentes no meio ambiente, denominadas de estrogênios ambientais, vêm sendo descrita na literatura há mais de 35 anos.

Estudos atuais tem associado essa exposição a problemas de saúde tais como: aumento a certos tipos de cânceres de mama e/ou trato reprodutivo.

Existe uma relação entre equilíbrio hormonal saudável, estrogênios ambientais e sua alimentação. Vamos entender melhor…

Você já ouviu falar sobre disruptores endócrinos?

Disruptores endócrinos são substâncias químicas, que alteram o sistema endócrino e a função hormonal.  São também conhecidos como: desreguladores ou interferentes endócrinos.

Os disruptores endócrinos agem substituindo, bloqueando, aumentando ou diminuindo a quantidade de hormônios em nosso corpo, causando alteração da função endócrina, principalmente da função sexual e reprodutiva.

Esses disruptores químicos se acumulam nas células gordurosas, sendo eliminados com dificuldade de nosso organismo, acumulando-se e agindo como se fossem hormônios naturalmente produzidos pelas glândulas e alterando o funcionamento do organismo.

Estudos atuais tem associado essa exposição a problemas de saúde tais como: aumento a certos tipos de cânceres de mama e/ou trato reprodutivo.

Disruptores endócrinos são substâncias químicas presente no ambiente, que podem contaminar sua alimentação

Cerca de onze milhões de substâncias químicas são conhecidas em todo o mundo, sendo 3 mil produzidas em larga escala. Numerosos compostos químicos de uso doméstico, industrial e agrícola possuem comprovada atividade hormonal.

São inseticidas, detergentes, repelentes, desinfetantes, fragrâncias, solventes, entre outros produtos que estão presentes nos efluentes industriais, residenciais e de estações de tratamento de água e esgoto.

Maneiras comuns de se expor a essas substâncias são:

  • contato com água, solo ou alimentos contaminados (ex: pesticidas usados na agricultura)
  • contato com produtos industriais (ex: embalagens plásticas, revestimento interno de latas)
  • uso de garrafas ou copos plásticos, utensílios de plástico para armazenar alimentos quentes, bicos de mamadeira
  • uso de produtos de beleza ou higiene pessoal (ex: maquiagem,  esmalte, hidratante, protetor solar, xampu, protetor solar)
  • nos trabalhadores da indústria e da lavoura e moradores de áreas contaminadas a exposição se dá pelo manuseio, inalação ou ingestão dos produtos contaminados.

Alguns produtos utilizados como pesticidas, herbicidas, fungicidas, que são considerados disruptores endócrinos:

  • DDT, Metiran, Dieldrin, Paration, Glifosato

A maioria dos desreguladores endócrinos são absorvidos pela via digestiva. Mas, eles também podem nos contaminar através do ar e da pele, serem transferidos da mãe para o feto durante a gestação ou da mãe para o filho durante a amamentação.

O que podemos fazer para amenizar a exposição a desreguladores endócrinos?

  • Consumir alimentação vegetal de metodologia de cultivo orgânico, sem uso de herbicidas e pesticidas
  • Consumir alimentos de origem animal que não utilizem antibióticos em sua metodologia de produção
  • Não consumir alimentos que utilizam glifosato em sua metodologia de produção
  • Não aquecer alimentos em recipientes plásticos no forno de micro-ondas;
  • Não oferecer para crianças, mordedores ou pequenos brinquedos plásticos;

Ainda não se sabe qual a quantidade necessária de desreguladores endócrinos para causar danos à saúde humana. Entretanto, estudos apontam que quantidades mínimas, consumidas de forma constante e cumulativa, ao longo da vida, já teriam a capacidade de serem perigosas para a saúde.

 

COMO MELHORAR A CAPACIDADE DO ORGANISMO DE SE PROTEGER CONTRA ESSAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS, DEPOIS DE INGERIDAS?

A melhor forma que o organismo saudável tem para se proteger contra o efeito nocivo de disruptores endócrionos e outras substâncias químicas tóxicas  nocivas à saúde com potencial maligno é aumentar sua capacidade de transformação para serem eliminadas. Ou como costumamos dizer, melhorar sua capacidade de destoxificação.

Essa é a capacidade do fígado e todas as células trabalharem para transformar substâncias tóxicas para que possam ser eliminadas

Veja a dica de alguns alimentos que tem essa capacidade e inclua em sua alimentação de rotina:

  • Vegetais brássicas: Couve, repolho branco, repolho roxo, rúcula, agrião;
  • Temperos como: Açafrão, gengibre, alecrim, tomilho, orégano, coentro;
  • Chás como: Chá Verde, camomila, dente de leão, alcachofra;
  • Oleaginosas como: Castanha do Pará, chia, linhaça;
  • Água: Lembre-se sempre da necessidade de hidratação adequada.

QUE TAL APROVEITAR A PRIMAVERA PARA INCLUIR UM SUCO DETOXIFICANTE NA SUA ROTINA DIÁRIA?

 

SUCO DETOX KORIN

Ingredientes:

  • 1 folha de couve orgânica
  • 1 pedaço de gengibre orgânico
  • 200ml de Chá (Chá Verde ou Alecrim ou Camomila ou Dente de Leão)*
  • 1 colher (sopa) de Semente de Linhaça orgânica ou Chia orgânica KORIN
  • 1 colher (chá) de mel orgânico KORIN
  • ½ maçã ou 1 fatia de abacaxi

Modo de preparo:

Deixe a semente de linhaça orgânica KORIN ou chia orgânica KORIN de molho em ½ copo de água por no mínimo 6 horas (ou de véspera da noite para o dia seguinte)

Bata em um liquidificador todos os ingredientes com a semente de molho, (incluindo a água geleificada que formou)

Bata por 1 a 2 minutos até dissolverem bem todos os ingredientes para não precisar coar.

Acrescente gelo a gosto em dias mais quentes.

Tome em seguida, para preservar o sabor refrescante dos ingredientes.

*Para fazer o chá utilizado no suco:

Coloque 1 colher (sobremesa) da erva escolhida em 200ml de água pré-fervente em infusão por 5 a 10 minutos. Coe em seguida e utilize no suco.

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